PROJECTO DE WEBRADIO
Índice:
1 - Introdução ao Projecto 2 - Objectivos Objectivos gerais Objectivos específicos 3 - Metodologia 4 - Estudo de Caso 5 - Revisão bibliográfica 6 - História da Rádio 7 - Rádiodifusão 8 - Definição da Internet como veiculo de Comunicação 9 - Estética da Internet 10 - Interactividade 11 - Internet 12 - Características on demand, streaming, captação e acesso 13 - Relação custo benefício do projecto 14 - Conclusões 15 - Referências bibliográficas
Este estudo foi baseado na recolha de informação dos autores referidos na secção respectiva.
Nota: Todas as marcas ou produtos aqui referidos podem ser propriedade intelectual dos autores ou de empresas, e só servem como estudo académico.
1- INTRODUÇÃO AO PROJECTO
É notável a evolução da comunicação corporativa nas empresas de todos os segmentos pelo mundo. Rádios, nacionais ou Internacionais, já identificam como diferencial, em rádios consideradas modernas, o desenvolvimento empresarial e humano capaz de instruir o corpo de funcionários. A comunicação corporativa ou gestão de conhecimento é a área nas corporações responsável por desenvolver nas pessoas a capacidade de captação da informação, transformada mais tarde em pensamento. Outro factor que intensifica o desenvolvimento e a disseminação das informações dentro das rádios, colaborando com a democratização, é a tecnologia em comunidades virtuais nos fluxos internos de conhecimento, o que melhora ainda mais a produtividade da organização. Pode-se dizer que a rádio on-line vai intervir positivamente no relacionamento dos colaboradores, com uma postura resumida em um conceito fundamental, a transparência. Como o processo de transparência de uma empresa começa internamente e, posteriormente, no meio externo, constatou-se a possibilidade de transformar a rádio on-line em uma ferramenta de gestão da comunicação precursora, sobretudo, pelo seu carácter participativo. Assim, o objectivo maior deste projecto é fazer com que o rádio para a Internet ofereça soluções para, no mínimo, atenuar esses problemas apresentados, pois a rádio on-line proporciona ao Web – ouvinte (ou internauta), além da audição das notícias, os textos, as fotos, as animações e a comunicação com a rádio via e-mail, fórum de debates, entrevistas ao vivo ou chat’s. A rádio on-line oferece também a possibilidade de ter “sua mensagem lida no momento em que ela surge no monitor do Ouvinte”. Todos esses atributos resolvem os problemas da uni-sensorialidade e da uni-direcionalidade, fazendo com que o ouvinte escolha os sons que quer ouvir, suprimindo a ressalva da fugacidade e da concentração do internauta. A implantação de uma rádio on-line tem como objectivo ampliar a comunicação entre todos os colaboradores e prestadores de serviços, Além das qualidades apontadas, o projecto ainda tem a finalidade de identificar o grau de conhecimento dos radialistas em relação à emissão, valores e compromissos da rádio, bem como as informações noticiadas diariamente. Pretende perceber o envolvimento e a aceitação do colaborador no que concerne às mudanças na estrutura da organização, geradas pelos dirigentes, e propor novas configurações para uma comunicação mais efectiva e eficaz no ambiente interno da rádio.
2 - OBJECTIVOS
· Objectivos Gerais Viabilizar o desenvolvimento de uma comunicação corporativa participativa entre os Colaboradores da rádio, minimizando os impactos gerados pelo actual processo vertical da comunicação interna nas rádios.
· Objectivos Específicos
O estudo específico deste projecto tem como metas: Conceber uma rádio on-line como ferramenta de comunicação para a radiodifusão; Identificar e contemplar a percepção dos ouvintes da rádio sobre o processo de comunicação desta; estreitar a relação entre os jornalistas, locutores, funcionários a partir da horizontalidade da comunicação corporativa, viabilizada com a rádio digital; fomentar a convergência dos diversos veículos de comunicação em uma única plataforma tecnológica, a multimédia.
3 - METODOLOGIA
Para melhor promover o debate acerca da importância da horizontalização do processo de comunicação corporativa e elaborar uma proposta de rádio on-line, a metodologia encontra-se dividida em duas etapas: · A da revisão bibliográfica e a do estudo de caso. Faz-se importante registrar que a escolha pela temática desta pesquisa, sustentada na necessidade da comunicação corporativa participativa e sua possível efectivação apoiada na rádio digital, está estreitamente associada à experiência e actuação profissional do autor deste estudo em termos de radiodifusão. · A participação activa em varias rádios, o desenvolvimento de vários Softwares destinados à radiodifusão, bem assim como os cursos de formação relacionados com o conhecimento das rádios e formas de comunicação.
4 - ESTUDO DE CASO
Por tratar-se de uma área, ou melhor, de uma discussão relativamente nova no campo das ciências da comunicação, a condução de um debate conceptual ou teórico estaria susceptível à inconsistência metodológica e teórica que caracterizam, académica e profissionalmente, a área da comunicação corporativa. Para impedir que este estudo fosse invalidado ou fragilizado com a insuficiência da produção científica na área, optou-se por um “estudo de caso” para melhor evidenciar a importância da temática.
5 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
O levantamento bibliográfico foi desenvolvido, em sua maior parte, durante as actividades profissionais exercidas por este autor junto das rádios locais, e ainda junto de publicações especializadas em radiodifusão, comunicação e Internet. Apesar de não possuir formação académica na área do jornalismo, a experiência na comunicação é vasta, bem como na experiência em desenvolvimento de software para radiodifusão.
Assim delimitam-se as áreas de influência geral:
Desafios para a implantação de uma comunicação corporativa participativa. As diversas ferramentas de comunicação corporativa participativa. A rádio digital como ferramenta eficaz de implantação da comunicação corporativa participativa. Vantagens da comunicação corporativa participativa.
6 - HISTORIA DA RÁDIO
Depois que James Clerck Maxwell, professor de Física da Universidade de Cambridge, comprovou, em 1863, baseado em raciocínio matemático, a existência das ondas electromagnéticas, foi possível, em 1887, conhecer o princípio da propagação radiofónica, então conquistada pelo alemão Henrich Rudolph Hertz. O físico, Rudolph Hertz, reforçou a existência de energia prevista por Maxwell em forma de ondas electromagnéticas. Essas ondas passaram a ser chamadas “ondas hertzianas”. Hertz usou como gerador das oscilações electromagnéticas uma bobina de Ruhmkorff e como receptor um anel com duas bobinas separadas em um milímetro e meio entre si, confirmando, experimentalmente, as previsões de Maxwell sobre a uni-direcionalidade da propagação das ondas, suas propriedades de reflexão, refracção e polarização. Por meio de dispositivos engenhosos, Hertz determinou a velocidade de propagação e a longitude das ondas electromagnéticas geradas pelo seu aparelho. A velocidade de propagação encontrada por Hertz foi de 300 mil quilómetros por segundo e a longitude de onda de meio a três metros. Os seus aparelhos representam em forma embrionária um transmissor e um receptor de oscilações electromagnéticas. Em 1896, o cientista italiano Guglielmo Marconi chegou a Londres, requisitou e recebeu uma patente do transmissor e receptor de rádio comunicação. No ano seguinte, foi para Nova Iorque onde repetiu com êxito a mesma manobra. Ainda em Londres, fundou com sua activa participação a companhia Marconi, com o fim de explorar comercialmente as patentes do “inventor”. A referida companhia, uma organização exclusivamente comercial, fundada com fins lucrativos, possibilitou um rápido aproveitamento do novo sistema de comunicações, popularizando e divulgando o interesse pela rádio comunicação em geral. Marconi demonstrou o funcionamento de seus aparelhos de emissão e recepção quando percebeu a importância comercial da telegrafia. Oliver Lodge (Inglaterra) e Ernest Branly (França) inventaram o cohesor, um dispositivo para melhorar a detecção e indicar a presença de ondas electromagnéticas. Em 1897, Lodge inventou o circuito eléctrico sintonizado, que possibilitava a mudança de sintonia ao seleccionar a frequência desejada. Lee Forest desenvolveu a válvula tríodo. Von Lieben, da Alemanha, e o americano Armstrong empregaram o tríodo para amplificar e produzir ondas electromagnéticas de forma contínua. Em 1879, quando Thomas Edison acendeu a primeira lâmpada, não imaginava que estava criando uma técnica capaz de construir a primeira válvula do rádio. A lâmpada consistia em um filamento de carvão colocado dentro de uma ampola de vidro, na qual era produzido o vácuo; a primeira válvula termiónica. Em 1895, W. R. Preece, na Inglaterra, estudou mais profundamente o fenómeno, concluindo que as partículas carregadas de electricidade negativa eram emitidas pelo filamento e atraídas pelo segundo elemento carregado com electricidade positiva e repelidas quando carregada negativamente (emissão de eléctrons). Em 1904, outro pesquisador inglês, John Ambrose Flemming, prosseguiu com a pesquisa e envolveu todo o filamento da lâmpada com uma placa metálica. Como resultado, obteve corrente muito maior circulando entre o filamento e a placa, observando também que variava de intensidade de acordo com o diâmetro da placa e a distância dela em relação ao filamento. A primeira válvula díodo de uso prático estava criada, pois Flemming teve a feliz iniciativa de usá-la como detector de ondas radioeléctricas. Os detectores existentes na época como o “cohesor” de Branly, o detector magnético de Marconi, o detector electrolítico de Ferrié e até mesmo os detectores de cristal de galena, tinham pouca sensibilidade e proporcionavam resultados precários. A válvula díodo de Flemming como detector tinha um desempenho sensivelmente superior, tornando possível a recepção da maior distância para as emissões telegráficas (Dachin, 1969). Em 1907, Lee De Forest criou a válvula tríodo, uma importante conquista para a rádio até o advento do transístor. De Forest estudava a experiência de Flemming, reproduzindo-a ao ar atmosférico, pois não possuía meios para levá-la a efeito no “vácuo” como fizeram Edison, Preece e Flemming. Para tanto, utilizava uma haste metálica (cátodo) que era aquecida a gás, com um bico de Bunsen. Como a chama não podia ser interceptada, circundou-a com uma tela metálica, ligando-a a uma fonte de tensão positiva. Ao efectuar as medições, os resultados obtidos, embora menos evidentes, foram suficientes para comprovar os estudos de Flemming. Segundo relatos da época, De Forest acrescentava alguns sais ao cátodo, avaliando os resultados quando lhe ocorreu colocar uma segunda tela metálica (grade) entre a placa e o cátodo, para conter a chama que poderia estar influindo nos testes. Observou que ao ligar essa segunda grade a um potencial negativo, a corrente medida entre a haste e a placa externa, (era interrompida, porém quando ligada a um potencial positivo a corrente voltava a circular). De Forest repetiu a experiência, dessa vez no vácuo, e pôde então constatar que uma pequeníssima variação na tensão aplicada à grade intermediária traduzia-se numa grande variação de corrente da placa, comprovando que a válvula não só detectava, como também amplificava os sinais aplicados à grade. Assim, nascia a primeira válvula de três elementos (tríodo), baptizada por De Forest com o nome de “AUDION”. Nos Estados Unidos, foram anos de pesquisas, tentativas e aprimoramentos até Lee Forest instalar a primeira estação de radiodifusão, em Nova Iorque, no ano de 1916. Aconteceu então o primeiro programa de rádio que teve notícias, com música de câmara, conferências e gravações. Surgia o primeiro registro de rádio com a transmissão dos resultados eleitorais para a presidência dos Estados Unidos. O ano de 1919 deu início à chamada “Era da rádio”. O microfone surgiu pela ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguidos na década de 20, nos Estados Unidos, por um engenheiro da Westinghouse Electric Co. Foi a própria Westinghouse que fez nascer, ao acaso, a radiodifusão. Ela fabricava aparelhos de rádio para as tropas da Primeira Guerra Mundial e com o fim do conflito ficou com um stock de aparelhos excedentários. A solução para evitar o prejuízo foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos excedentários foram então comercializados. Logo as emissoras reivindicaram o direito de conseguir sobreviver com seus próprios recursos. A pioneira no rádio comercial foi a WEAF de Nova Iorque, pertencente à Telephone and Telegraf Co. Ela emitia anúncios e cobrava dois dólares por 12 segundos de comercial e 100 dólares por dez minutos. A “rádio sociedade” ou “rádio clube”, no qual os ouvintes eram associados e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora.
7 - RADIODIFUSÃO
A diferenciação do produto sonoro radiofónico do produto sonoro está na condução de imagens mentais desiguais. Se no produto sonoro simples, a pessoa tem uma sensação comum, ou seja, previsível da realidade, no produto sonoro radiofónico tem-se uma impressão diferente causada por uma gama de associações representativas complexas entre o processo da construção do real e emotivo, misturado à realidade e ficção. Esse produto torna-se possível em consequência do campo sonorizado para comunicar, além da palavra, a ideia da realidade numa escala omnipresente. Portanto, o produto sonoro radiofónico usa produtos sonoros para trazer o ouvinte cada vez mais perto da sua realidade, facto que a maioria das emissoras de rádio, que apenas divulga músicas e notícias, não atinge. Deste modo, o rádio apresenta-se como um veículo complexo, pois, além de notícia e música, comunica ideias e realidades, por meio de situações e acontecimentos; campos sonoros e ideias culturais, que propiciam ao ouvinte o contacto intangível e constante com a realidade ao seu redor, e na realidade do quotidiano.
8 - DEFINIÇÃO DA INTERNET COMO VEICULO DE COMUNICAÇÃO
A Internet foi criada como um veículo de comunicação alternativo e que actualmente é fortemente utilizada com esse propósito, mais activo que o telefone e menos formal que uma carta, a Internet é um meio de comunicação global. Atinge proporções mundiais no sistema de redes de computadores interligados, alcança mais de 150 países. Os computadores ligam-se a ISP’s de acesso que ligam por sua vez a redes nacionais e internacionais, possibilitando o transporte e a troca de informações multimédia (texto, som, gráficos e vídeo) por diversos pontos da rede, bem como o e-mail (correio electrónico), o FTP (File Transfer Protocol) e outros meios menos conhecidos. Noutras palavras, a Internet é um veículo de comunicação, de tecnologia revolucionária, que apresenta aspectos nunca previstos no cenário mais favorável da comunicação. A Internet veio para revolucionar os meios de comunicação, pois até o final do século XX a divulgação pública de informações não estava ao alcance de pessoas comuns. Era restrita a uma elite que detinha o controle dos veículos de massa, até porque o acesso às informações estava limitado aos recursos financeiros de cada um dos cidadãos, isto em consequência das tecnologias de reprodução e difusão, como emissoras de rádio e ou de televisão. Com a Internet isso mudou significativamente. Não são necessários grandes investimentos para se ter um meio de produção e distribuição de informações com diversas fontes. A Internet cede lugar para “muitas pessoas comunicarem com muitos receptores, que respondem de na volta do correio, e assim criaram o efeito clássico da comunicação”. Com a possibilidade de assumir o controle da tecnologia, “utilizadores e criadores podem tornar-se a mesma coisa” o que ocorre nesta sociedade, estruturada na informação, é a “capacidade de gerar, processar e aplicar de forma eficaz a informação baseada em conhecimentos”, é comparável à posse dos meios de produção de bens na época da sociedade industrial.
9 - ESTÉTICA DA INTERNET
O hipertexto pode ser definido como uma tecnologia que organiza uma base de informações em blocos distintos de conteúdos ligados e cuja activação e selecção recuperam a informação. É utilizado para organizar e manipular a informação armazenada e ligada numa rede que contém textos, gráficos, imagens, áudio, animações, vídeo, arquivos executáveis e outras formas de dados, e informação. O hipertexto foi criado no mesmo conceito do conhecimento humano, ou seja, por associação, pulando de um item ao outro, de forma instantânea, ligando pedaços de informação com outros conteúdos. Diferente da maneira impressa nos livros e revistas, cuja forma é sequencial, do princípio ao fim, no hipertexto a leitura é feita de forma linear e os usuários não são obrigados a seguir uma sequência estabelecida, podem movimentar-se pela informação e ver intuitivamente os conteúdos por associação, seguindo os interesses de busca. Em contrapartida, a figura é representada em estilo sequencial, hierárquico, ou em hipertexto. O hipertexto podem ser parágrafos, orações ou palavras simples. Um hipertexto é como um livro impresso, no qual o autor tem disponível uma tesoura para cortar e pegar os pedaços do tamanho que lhe convier. A diferença é que o hipertexto electrónico não se dissolve em uma desordenada carteira de anotações, nele o autor define sua estrutura de conexões entre as anotações. O hipertexto é uma tecnologia vantajosa devido aos recursos que proporciona. Algumas características podem ser destacadas: a) É um meio adequado para organizar e apresentar a informação, estruturada ou não, sem os esquemas tradicionais e rígidos das bases de dados. Podem ser utilizados esquemas hierárquicos no uso de sistemas de documentação de textos tradicionais organizados ou não; b) Tem uma interface intuitiva que imita o funcionamento da mente humana, fazendo uso de modelos cognitivos, pois não requer do utilizador grandes esforços para obter uma informação; c) A informação encontra-se distribuída e pode ser acedida de forma corrente por vários utilizadores num ambiente partilhado; d) É um ambiente participativo porque o utilizador cria novas referências entre os documentos de forma imediata e independente dos conteúdos, aumentando o hiper-documento. e) Tem vários mecanismos de recuperação e procura de informação por meio das navegações dirigidas ou não. Essas características fazem do hipertexto um recurso com uma variedade significativa de aplicações: grande quantidade de informações organizadas em fragmentos e contextos distintos, relacionada ou não entre si. Os dados requeridos nos domínios do hipertexto incluem suporte para a documentação académica, dicionários e enciclopédias electrónicas, organizadores de ideias, sistemas de informações turísticas e geográficas, ferramentas de ensino e aprendizado, trabalho participativo e comunicação que podem ser implantados em ambientes fechados ou abertos.
10 - A INTERACTIVIDADE
A interactividade é o acto de comunicar num processo bidireccional, ou seja, o emissor e o receptor se relacionam intelectualmente e conversam entre si durante a constituição da mensagem. A interactividade é uma característica das novas tecnologias da informação e da comunicação, coexistindo com a reciprocidade de acções de vários agentes físicos ou biológicos, representada em uma qualidade denominada “máquina inteligente”, a sua evolução dinâmica desenvolve-se de acordo com os avanços técnicos. A interactividade em diferentes níveis; vai da mensagem linear, pelos dispositivos que variam desde a imprensa, rádio, TV e o cinema e as conferências electrónicas, passando pela mensagem participativa, através de dispositivos que variam dos jogos informáticos com um só participante, até a comunicação em mundos virtuais, envolvendo negociações contínuas entre grandes e pequenas empresas. O desenvolvimento tecnológico trouxe, além da transposição das barreiras do espaço-tempo, o progresso das estruturas de acesso e das ferramentas técnicas como extensão do intelecto humano na comunicação e no acesso de informação pela rede. “A possibilidade de trabalho em rede, tanto quanto à estrutura de acesso e tratamento da informação, quanto a estrutura de troca e de actividade participativa. As estruturas de rede executam formas complexas de interacção social, nas quais indivíduos tornam-se, ao mesmo tempo, receptores e emissores, produtores e consumidores de mensagens. A comunicação deixa, definitivamente, de ser linear e de mão única e passa a ser multilingue, participada com inúmeros emissores e receptores.
11 - A INTRANET
A Intranet é uma rede privada baseada na mesma tecnologia da Internet, estruturada nos mesmos protocolos, equipamentos e serviços, porém direccionada para incrementar e dinamizar a comunicação e a produtividade dentro de uma organização. Assim como a Internet revolucionou a forma das pessoas se comunicarem globalmente, a Intranet tem aperfeiçoado a comunicação interna das organizações. Essa ferramenta ainda auxilia na redução de custos, agiliza as decisões corporativas, torna a organização mais competitiva no mercado, proporciona a interactividade, facilita o acesso de aplicações e utilização de informações estáticas ou dinâmicas em qualquer local da organização. A Intranet viabiliza também a descentralização, a publicação e a distribuição em tempo real das informações, favorecendo o desempenho dos colaboradores. A dinamização de uma Intranet fomenta uma revolução na cultura da comunicação corporativa, gerando uma série de benefícios. A fusão de dois veículos de comunicação (a Internet e a Intranet) permite maior integração e comunicação entre as pessoas na organização. Esse processo auxilia a implementação de qualidade total, aumenta a produtividade, melhora o atendimento interno e externo e, ainda, estimula uma maneira para se fazer formação interna. A formação, ferramenta fundamental para capacitação dos membros da organização, pode extrair vantagens objectivas da Intranet, como ocorre com o e-mail, e partilha de informação que de outro modo levaria dias a percorrer os corredores das organizações. Os recursos da Intranet podem ser direccionados para uso em programas de formação interna, aumentando substancialmente a produtividade e reduzindo os custos desses programas de reciclagem dos colaboradores etc..
12 - CARACTERÍSTICAS ON DEMAND, STREAMING, CAPTAÇÃO E ACESSO
Os meios de comunicação complementam e incorporam-se, como no caso do CD-ROM e da placa de som ao computador. O mesmo aconteceu na Internet, com o agrupamento do rádio, televisão, jornal, cinema e uma série de outras entidades ligadas ao audiovisual, transformando-a em multimédia. Os cabos, os satélites, os telefones, a televisão, o rádio e a Internet não são tecnologias concorrentes entre si. A transmissão de acesso à rede obedece quatro formas: ADLS, CABO, ISDN e RÁDIO. O ADLS (Asymetric Digital Subscriber Line) usa tecnologia de uma linha telefónica digital que transmite dados e voz ao mesmo tempo. Bastam um modem, uma placa de rede conectada ao computador e um splitter (divisor). O cabo é similar ao sistema de cablagem dos operadores de TV por cabo, pode ser bidireccional (recepção e envio de dados pelo computador) ou unidireccional (recepção pelo computador e envio de dados pela linha telefónica). Para utilizar esse serviço, o utilizador deve ter uma placa de rede e um ISP de acesso. O ISDN (Integrated Services Digital Network), ou Rede Digital de Sistemas Integrados, divide o fio convencional da linha telefónica, cada um com 64Kbps, em dois canais, voz e dados. Isso pode ser feito com o uso do modem, placa de rede e ISP de acesso. A ligação via rádio pode ser feita por meio de uma antena receptora de sinais e o assinante precisa de uma placa de rede ligada directamente ao fio da antena. Fazer um acesso de um ficheiro, de áudio ou vídeo, previamente gravado na Internet, é o recurso chamado on demand. Trata-se da tecnologia que o internauta utiliza para fazer o download de um ficheiro digital (voz ou música para executá-lo no computador. Ainda possibilita, a partir de qualquer conteúdo gravado (áudio, vídeo ou ilustrações), consultas, via Internet, a qualquer hora do dia ou da noite, e produção de um vídeo explicativo sobre determinado tema que pode ser produzido e disponibilizado no site da instituição ou em site específico. Também é possível transmitir dados de áudio ou vídeo em Streaming, fluxo contínuo, ou seja, a compactação dos arquivos é feita em tempo real. O sistema é simples, quando o utilizador acede a um link, pedindo a reprodução de determinado ficheiro, logo é activado o download, ou o respectivo Streaming. O Player, programa que executa o arquivo, armazena o dados no buffer, dispositivo de caracter transitório. Quando for preenchido com os dados, automaticamente inicia-se o processamento e reprodução do conteúdo no Player, sucessivamente até terminar todo o conteúdo do ficheiro requisitado. A maioria das grandes rádios conta com transmissão na Internet. As rádios usam Streaming live, uma transmissão em tempo real, assim como acontece nas rádios convencionais, para que os ouvintes ou utilizadores possam aceder à programação da rádio em tempo real e em qualquer momento.
13 - RELAÇÃO CUSTO - BENEFÍCIO DO PROJECTO
É pertinente, antes de decidir a implantação ou não de uma rádio on-line, conhecer as principais vantagens para que se possa avaliar se a relação “custo - benefício” é favorável à rádio ou à entidade promotora. A rádio on-line apresenta uma série de vantagens objectivas: Economia com custos de distribuição de informações, economia no desenvolvimento de aplicações em rede, maior facilidade de acesso a bases de dados corporativas e integração de plataformas heterogéneas, comunicação mais rápida e eficiente dentro de uma organização, e melhor comunicação com o publico alvo etc.. Há também um leque de vantagens intangíveis que, frequentemente, são apontadas como as principais dentro desses casos, como as questões de maior integração entre os departamentos e a mudança cultural numa organização. Além de toda a análise de custos e riscos em face dos benefícios, que geralmente é efectuada mostra ser favorável à decisão da implantação de uma rádio on-line, há ainda outro factor fundamental que pode ser apontado como uma estratégia de modernização tecnológica. Poucas, ou quase nenhuma rádio, exclui a hipótese de implementar uma rádio on-line. Deste modo, a execução deste projecto favorece um factor primordial na comunicação estratégica como o primeiro passo para se alcançar os objectivos almejados de todas as rádios ou organizações. Facilmente, sendo a rádio on-line um projecto de investimento em tecnologia, pode-se imaginar que os seus maiores custos são derivados da compra de software e hardware e circuitos de rede, no entanto e face à evolução dos custos dos equipamentos, os maiores custos de uma rádio on-line estão associados a gastos com pessoal, envolvendo tanto o desenvolvimento de aplicações para a plataforma da Intranet, como também gastos com a manutenção de um fluxo contínuo e organizado das informações. No entanto e como as tecnologias são permissivas ao conhecimento, esses custos estão diluídos nos custos da organização, estando provado que uma rádio on-line não acresce mais de 2% nos custos de pessoal e comunicação de uma estação emissora. A implantação de uma rádio on-line é facilitada porque as rádios já possuem um ambiente de computadores interligados numa rede e acesso à Intranet, logo esses custos já existem, daí não serem contabilizados (considerados) neste projecto. Como a rádio on-line é baseada em tecnologia padrão, o hardware e o software existem, e os maiores custos são de facto a tecnologia, essa que não é mais que o conhecimento dos especialistas em Internet e radiodifusão, que necessariamente têm de ser contratados com vista à garantia do bom funcionamento de todos os componentes. No entanto, há necessidade de adquirir hardware (a compra de um servidor e computadores) e de software para os servidores e componentes periféricos. Na verdade, o custo de manter a rádio on-line com informações actualizadas e organizadas não é significativa, uma vez que não gera a necessidade de novos funcionários ou postos de trabalho, os editores da rádio ou da organização podem perfeitamente fazer as actualizações dos conteúdos na rádio on-line, sem gerarem mais custos.
14 - CONCLUSÕES
O objectivo deste trabalho, foi consolidar e dar a conhecer algumas das vantagens que a rádio ( ou o vídeo ) on-line têm para a sociedade moderna, permitindo que os cidadãos sejam participativos nas acções de divulgação da informação criando uma massa critica de conhecimento que faça a sociedade evoluir no sentido de uma informação mais acessível e eficaz. 15 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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